“A bunda de uma negra não é só para dar tapas nela”


Sergio Soares Campos, rico fazendeiro de Rio de Janeiro, teve que ensinar aos seus quatro filhos, que a bunda de uma negra serve para mais do que só receber tapas. A frase consta de uma carta aos seus filhos, que estudaram na capital Rio de Janeiro. Como era o costume no século XIX, o fazendeiro mandava de vez em quando uma escrava adolescente ou jovem para a capital. Elas levavam frutas, dinheiro, pão caseiro e outras coisas, além de si mesmas. Os filhos de fazendeiros costumaram comer as escravas, que foram mandadas para eles para economizar dinheiro que iriam pagar para prostitutas e para diversificar o prato.

Algumas das meninas negras faziam também parte do prato do fazendeiro, que como quase todos nessa época comiam as suas escravas. Por isso teve um relacionamento mais íntimo com algumas delas e perguntou se os filhos gostavam desta ou daquela escrava.  

Quão era a decepção, quando o fazendeiro tev que ouvir, que os quatro filhos, entre 14 e 21 anos, só se divertiram dando surras nas bundas nuas das escravas, mas não transaram. Bem ao contrário dos colegas, que muitas vezes pediram o favor de poder emprestar uma negrinha. Era bem comum entre os alunos de istituições que eles se ajudaram, e quando um recebeu uma negrinha, ela passou pelas mãos de muitos. Assim as negrinhas tiveram que trabalhar, mas os filhos do fazendeiro não comiam.
Preocupado ele escreveu uma carta perguntando se os filhos gostavam das negrinhas, porque talvez a culpa seria delas. Mas os filhos deram pretextos. Aí, aborrecido, o fazendeiro escreveu uma carta mais clara. Preocupado com a possibilidade que seus filhos poderiam virar viados ele escreveu a frase: “A bunda de uma negra não é só para dar tapas nela


 




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